sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
A guerra do Vietnã, sem dúvida uma das mais sangrentas para a juventude americana que enterrava seus amigos de escola, regada por escândalos como Watergate deixava claro o poderio opressor, sobre uma massa que deveria aceitar a tudo resignada.
Mas não foi bem assim, ainda sob os últimos acordes das guitarras de Woodstock, os jovens cantavam Joan Baez nos quatro cantos do planeta, melodiando os versos de Blowin´in the win, poesia em forma de canção,
“Sim e quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Antes que ele possa ver o céu?
Sim e quantas orelhas precisará ter um homem
Antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim e quantas mortes ele causará até ele saber
Que muitas pessoas morreram? A resposta, meu amigo, está soprada no vento.”
Vento que inspirou o movimento Hippie, a repressão havia encontrado uma porta no Sexo and Rock and Roll, na moda psicodélica completamente fora dos padrões politicamente corretos dos anos 60.
Cabelos compridos
Os cabelos compridos, a barba por fazer, as calças
boca de sino as roupas coloridas conseguiram silenciosamente, ou na verdade através de muita música, influenciar e modificar muito mais o mundo do que as guerras ou a repressão.
No Brasil, a juventude trocava os bons e comportados moços da Jovem Guarda, por outros nomes que na época se colocavam como opositores ao sistema, como Raul Seixas, Taiguara, Os Mutantes, mas sucesso mesmo na época fazia o cantor que trocasse seu nome para um nome inglês, assim Fábio Jr. era Mark Dave, Mauricio Alberto estourou “Feelings” no mundo inteiro como Morris Albert, meu amigo Dave Mc. Lean, pegava o ônibus de São Paulo para Piracicaba onde morava, ouvindo seus sucessos sem poder dizer nada pra ninguém.
Enquanto a ditadura Militar dos anos 70 perseguia a todos, nas comunicações, na música, no teatro, nas universidades, Geraldo Vandré lança uma música que em metáfora transformou-se no hino daquela geração, com um título irônico para os censores; “Prá não dizer que não falei das flores” , durante as passeatas estudantis era a música da “CAMINHADA”, convidando a todos a participar sob o refrão “vem vamos embora / que esperar não é saber / quem sabe faz a hora / não espera amanhecer ”.
A seleção de 1970
- pra frente brasil
Os generais da época tentavam o contra ataque no melhor estilo Pão e Circo, na década de 70 o maior orgulho do povo brasileiro era sua seleção de futebol para a copa de 1970, com nomes como Jairzinho, Gerson, Tostão, Félix, o inesquecível goleiro do TRI e claro o inesquecível, Pelé.
O tema musical da seleção de 70, “Pra frente Brasil” era um hino ufanista que procurava levantar a o patriotismo do povo.
Mas a ideologia meu amigo é como água, você pode até tentar encontrar um meio de transformar seu curso, mas ela vai continuar correndo, assim a contra cultura dos poderosos que falavam em guerra do Vietnã, guerra fria, ditadura, chegava as telas com filmes que estimulavam ainda mais a filosofia do “PAZ e AMOR”, como Hair e o proibido de ser exibido no Brasil na época “Jesus Cristo Superstar”.
Por aqui quase todos os cantores eram contra a ditadura, Gilberto Gil, Caetano, Chico Buarque, Elis Regina, mas sobre um artista cometeu-se na época uma das maiores injustiças de todos os tempos, o inesquecível “Wilson Simonal”, que foi acusado por seu contador que o roubava, de pertencer ao quadro de informantes do DOPS.
Da geração 70, pode se dizer tudo, menos que eram rebeldes sem causa, esses jovens que hoje estão com 58, 59, 60, 61 anos são responsáveis por terem contado uma página especial no livro da história da nossa civilização, numa época assolada pela opressão, provaram que o mundo pode ser transformado por …PAZ E AMOR.
- No início dos anos 70, os jovens estão embalados pelo lema "sexo, drogas e rock’n’roll". A busca do êxtase por métodos físicos e, principalmente, químicos é incansável. Janis Joplin, Jim Morrison, vocalista do grupo The Doors, e Jimmy Hendrix tornam-se mitos. Janis entra para a história como uma bem-sucedida cantora branca de blues, sempre turbinada pelo uísque e pela heroína. Hendrix, o maior guitarrista de rock de todos os tempos, difunde a psicodelia e espanta pela criatividade e vigor de seus solos. Morrison é reverenciado por suas letras de cunho existencialista e por seu exibicionismo em cima dos palcos. Os três têm morte prematura por causa do excesso de drogas e viram ícones do movimento hippie.
- Oito anos depois do lançamento do primeiro compacto, os Beatles se separam. Grupo mais influente e popular do rock’n’roll de todos os tempos, o quarteto deixa um disco inacabado, Let it be, e seus integrantes partem para projetos individuais.
- O lançamento da saia conhecida como "midi" é um fracasso. Com comprimento até o meio da canela, padrão exigido para a primavera de 70 pelos grandes estilistas europeus, a peça perde espaço para as minissaias e para o blue jeans.
- As feministas passam a fazer mais barulho a partir de 70. Cerca de 10 000 mulheres se reúnem na Quinta Avenida, em Nova York, para reivindicar direitos iguais aos dos homens. Manifestações semelhantes ocorrem em outras cidades dos Estados Unidos.
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